Magno prepara Revista de Iniciação Científica

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Uma nova publicação científica está prestes a ganhar o mundo! É com grande alegria que anunciamos a Revista de Iniciação Científica do Magno Mais, uma produção símbolo de um trabalho dedicado à pesquisa e à produção intelectual, que leva a assinatura de alunos do Ensino Médio do Colégio Magno/Mágico de Oz. 

Trata-se de uma produção interdisciplinar criada para promover o contato, a discussão e a divulgação das Ciências Exatas e Humanas, por meio de conceitos, metodologias e resultados contidos em diferentes artigos científicos. Todos de autoria de estudantes, que escolheram ir além da formação presente em nossa já diversificada e ampla grade curricular.

Jovens que reconhecem a importância da produção técnico-científica para o desenvolvimento intelectual e que contam com o apoio de uma renomada equipe pedagógica, responsável pela orientação científica dos trabalhos, iniciada em abril de 2023. 

A Revista de Iniciação Científica do Magno Mais já nasce grande, rica em reflexões e descobertas, publicando 13 artigos científicos, que prezam pela variedade de temas e, principalmente, pela promoção intelectual-crítica dos estudantes. 

Colégio Magno

São artigos e autores presentes na Revista de Iniciação Científica do Magno:

GEOMETRIA DOS INSETOS SOCIAISJúlia Nagel e João Gasparotti 

CÁLCULO DIFERENCIAL, COMPUTAÇÃO DE APROXIMAÇÕES DE RAÍZES E APLICAÇÕESMatthew Lee e Matheus Scheffer

A LEI DE SNELL-DESCARTESMariana Tufanini Felipe França

GEOMETRIA DAS ABELHASÉrico Notari, Lucas Borten, Lucas Mariani e Rafaella Paz

JUROS COMPOSTOS: AS ARMADILHAS FINANCEIRASFelipe Souza Gomes e Carlos Henrique Santana da Conceição

OTIMIZAÇÃO DE EMBALAGENS COTIDIANASPedro Henrique Saab Turkowski e Gustavo Belisário Leitão

TEOREMA DE TAYLOR - Nathan Lee

ILUMINADO, UM POUCO SOBRE A LUZGustavo Colas

PARA ALÉM DE MARIE CURIE: PERSPECTIVAS EM RELAÇÃO À PRESENÇA DA MULHER NA CIÊNCIAKelly dos Santos França

LIBERDADE E CONTROLE NA INTERNET: EXPOSIÇÃO E OBJETIFICAÇÃO DO CORPO FEMININOCaroliny Sueli Freitas

A BUSCA PELO LUCRO E A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NAS PLATAFORMAS DIGITAISFederica Enoe Gambetta Azcona

ESTADO LAICO NO BRASIL: TEORIA E PRÁTICAGiovanna Rey Valsecchi

IMPACTO DAS FAKE NEWS NAS ELEIÇÕES BRASILEIRAS DE 2018Gustavo Belisário Leitão

Todo o material está em fase final de formatação, como prevê as normas da ABNT, a Associação Brasileira de Normas Técnicas e, muito em breve, será disponibilizado em formato final para download. Até lá, preparamos entrevistas com os alunos que compõem o expediente desta primeira edição e disponibilizaremos, em formato preliminar, os artigos.  

Confira a primeira entrevista com Júlia Nagel, 17 anos, e João Gasparotti, 17 anos, alunos da 3ª série do Ensino Médio, autores do artigo: GEOMETRIA DOS INSETOS SOCIAIS.

A dissertação tem como objetivo, demonstrar e comprovar alguns fatos e curiosidades da vida das abelhas a partir de cálculos matemáticos. O estudo parte da observação de inúmeras questões geométricas no cotidiano das abelhas, especialmente, a forma com que ladrilham o plano, utilizando polígonos hexagonais. Mas será que elas têm a intenção de construir os alvéolos dessa forma? Ou será que tudo ocorre despropositadamente? 

Acompanhe o bate-papo!


M: Por que fazer o curso de Iniciação Científica do Magno Mais, ainda no Ensino Médio?

Júlia: Eu vi a oportunidade como um auxílio futuro, uma preparação para o Ensino Superior. No nosso caso, o cálculo que aprendemos acaba dando apoio em outras matérias, em exercícios, especialmente para mim, que prestei vestibular para o curso de Engenharia. 

João: Eu também estou prestando vestibular para Engenharia. O professor Lázaro me convidou e eu achei interessante para ter uma introdução do que nos espera no Ensino Superior. Como era uma aula à tarde, conflitava com o 3º+. Eu fiquei em dúvida se valeria. Mas ele me convenceu. Fui à primeira aula e gostei. 

M: O título do trabalho de vocês é a “Geometria dos insetos sociais”, que propõe demonstrar e comprovar fatos e curiosidades da vida das abelhas, a partir de cálculos matemáticos. Como se deu a definição desse objeto de investigação científica? 

Júlia: Já nas primeiras aulas do curso, fomos apresentados à questão da geometrização que as abelhas utilizam para produzir os alvéolos. Eu me interessei logo de cara, principalmente porque mistura ciências e matemática.  

Colégio Magno

João: O que pesou para mim é o tema ser menos abstrato. Das muitas opções, essa era a que mais tinha a ver com o cotidiano. Uma coisa real. Sem falar que deu para aprofundar o artigo com a biologia. 

M: Quanto tempo vocês levaram para produzir o artigo?

Júlia: A definição do tema foi rápida. Nós levamos tempo mesmo para produzir os cálculos. Umas quatro semanas no total. Todos os dias escrevíamos alguma coisa, tentávamos resolver algum cálculo novo. E, aos poucos, o artigo foi ganhando forma. 

João: Como essa era uma matéria nova, com um conteúdo que nunca tínhamos visto, foi um desafio. Lembro de dois cálculos que ficamos, por umas duas semanas, tentando resolver e foram bastante difíceis. A gente ficava por uma hora e meia tentando e não conseguia. Aí parávamos. No dia seguinte, uma nova tentativa, mais uma hora e meia. Conversávamos com o Lázaro, que sugeria algo novo. Nós insistimos até dar certo.

M: Apesar de unir biologia e matemática, o artigo tem um grande conteúdo de Ciências Exatas. Vocês sempre foram bons alunos de matemática?

Júlia: No meu caso não. Mas o professor Lázaro faz a matemática ser algo divertido. Então, foi uma descoberta incrível. Muitas vezes, a gente descobria que o que parecia complexo, não era tão difícil. 

João: O fato de o professor ter sido o Lázaro fez a diferença, pois até quando o conteúdo era muito abstrato, ele tornava tudo mais dinâmico, mais leve. 

M: Fazer o curso de Iniciação Científica em ano de vestibular foi desafiador? Como organizar o tempo e as rotinas para dar conta de tudo?

Julia: No terceiro ano é sempre mais difícil. Em época de provas, principalmente. Você precisa se organizar. Mas o Magno conseguiu deixar tudo mais tranquilo. 

João: O Lázaro foi generoso no prazo. Ele indicou um prazo bastante longo e a gente conseguiu dividir certinho, fazendo um pouco por dia, deixando a rotina mais leve. 

M: E vocês foram à USP, para aprofundar a pesquisa...

Júlia: Sim, conhecemos o BeeLab. Foi incrível conhecer a associação da “parte” biológica disso tudo, para complementar nosso texto. Deu para perceber como as abelhas, mesmo sem a intenção, conseguem fazer tudo perfeito. Então, você sai de lá pensando como a natureza é equilibrada. 

João: Não foi para aprofundar o artigo matematicamente, mas toda a parte biológica que estávamos investigando. Fomos recebidos pelo professor Michael Hrncir, que nos guiou por tudo. Foi uma experiência de muito aprendizado, conhecer as diferentes espécies, particularidades de cada uma... algo incrível! 

M: Vocês dois estão assinando um primeiro artigo científico aos 17 anos. Qual a sensação? 

Júlia: Um sentimento de orgulho de si, principalmente, por vir junto com a conclusão do Ensino Médio. Isso fica grande. 

João: A mesma sensação: orgulho por acabar e ver que demos o nosso melhor. Que demorou, mas conseguimos. 

M: E o que vocês aprenderam com essa experiência? 

Júlia: Produzir o artigo me ensinou para além da ciência. Eu aprendi sobre determinação, capacidade... Então, não sei se vou seguir como pesquisadora, mas eu tinha a curiosidade de viver essa experiência.  

João: Eu nunca tinha feito um trabalho dessa dimensão. Foi um aprendizado no sentido de determinação e organização de tempo. Claro que a gente vai levar o acadêmico para a faculdade, mas o que aprendemos aqui, vai além. 

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